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Wellington promete pagar RGA aos servidores, enquanto Pivetta afirma que o estado não aguenta o impacto

A Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos de Mato Grosso se tornou um dos principais pontos de divergência entre os candidatos ao Governo do Estado. Enquanto Wellington Fagundes (PL) promete quitar o passivo acumulado, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) questiona a capacidade financeira do Estado para assumir a despesa sem comprometer investimentos.

Em declarações recentes, Wellington afirmou que, caso seja eleito, pretende pagar a RGA acumulada dos servidores. O candidato passou a estimar o passivo em aproximadamente R$ 2,9 bilhões e citou recursos do Fundo de Compensação das Exportações (FEX) como uma das possíveis fontes para viabilizar o pagamento.

“Vou pagar a RGA atrasada. É compromisso de Wellington Fagundes”, afirmou o candidato, defendendo que existe espaço financeiro para atender à reivindicação do funcionalismo.

Pivetta aponta impacto de R$ 4 bilhões

Do outro lado, Pivetta adotou um tom mais cauteloso ao tratar do assunto. Durante sabatina realizada no dia 3 de setembro, o governador afirmou que a RGA defendida pelos adversários poderia representar cerca de R$ 4 bilhões por ano aos cofres estaduais.

Segundo Pivetta, esse valor seria próximo de todo o montante previsto para investimentos de Mato Grosso no próximo ano. Na avaliação dele, assumir a despesa sem indicar uma fonte de recursos poderia reduzir a capacidade do Estado de executar obras e ampliar serviços públicos.

“Tem que dizer quanto vai custar e de onde vai tirar. Simples assim”, afirmou o governador durante o evento promovido por entidades do setor produtivo.

Debate coloca servidores no centro da eleição

A discussão ganhou força durante a campanha eleitoral e coloca o funcionalismo público no centro do debate sobre as prioridades do próximo governo.

De um lado, Wellington apresenta a quitação da RGA como uma medida de valorização dos servidores. Do outro, Pivetta argumenta que o impacto financeiro precisa ser calculado e que o pagamento integral poderia comprometer recursos destinados a hospitais, infraestrutura e outras áreas.

As duas cifras apresentadas no debate — R$ 2,9 bilhões de passivo e até R$ 4 bilhões de impacto anual, conforme a estimativa de Pivetta — não representam exatamente a mesma conta. A primeira se refere ao passivo apontado por Wellington, enquanto a segunda corresponde à estimativa de impacto anual de uma recomposição salarial nos moldes questionados pelo atual governador.

O tema deve continuar entre os principais assuntos da disputa pelo Governo de Mato Grosso, especialmente entre as categorias do funcionalismo que reivindicam a recomposição das perdas acumuladas.

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