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Tragédia em Sinop: motorista embriagado atropela idosa e é solto após audiência

Durante audiência de custódia realizada ontem, a juíza Giovana Pasqual de Melo determinou a liberação provisória de William Petini Moraes, condutor de um VW Gol preso em flagrante por dirigir sob efeito de álcool após atropelar Eva Dancini, de 64 anos, em Sinop.

O acidente aconteceu no último sábado, na avenida das Figueiras, no bairro Jardim Imperial, nas proximidades da Unemat. A vítima morreu ainda no local. O motorista foi detido após o teste do bafômetro apontar 0,64 mg/l de álcool no organismo.

Na decisão, à qual o portal Só Notícias teve acesso, a magistrada estipulou fiança equivalente a cinco salários mínimos, somando R$ 8.105. Além disso, foram impostas medidas cautelares, como a suspensão da carteira de habilitação, comparecimento mensal à Justiça até o dia 10 para informar suas atividades e comprovar residência, além da proibição de deixar a cidade sem autorização judicial.

De acordo com o processo, a audiência seguiu todos os trâmites legais, com análise tanto da prisão quanto das circunstâncias do caso. A juíza entendeu que, embora haja provas e indícios de autoria, a liberdade do investigado não representa risco à ordem pública. Ela destacou ainda que não se justifica a prisão preventiva, considerando que o caso é tratado como homicídio culposo — quando não há intenção de matar — e que não há elementos suficientes que indiquem perigo à investigação ou à aplicação da lei.

A magistrada reforçou que, apesar da gravidade do resultado, não há indícios de dolo na conduta do motorista, o que torna adequada a concessão de liberdade provisória mediante o cumprimento das condições impostas.

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar informou que o veículo trafegava em alta velocidade no sentido centro quando o condutor perdeu o controle, invadiu a calçada destinada a pedestres e atingiu a vítima, que caminhava no local. O impacto foi tão forte que causou danos significativos no carro, incluindo o estouro de um pneu. Eva não resistiu aos ferimentos.

Após o atropelamento, o motorista retornou ao local e parou para prestar socorro. Em seguida, foi submetido ao teste do etilômetro, que confirmou a embriaguez, sendo então encaminhado à delegacia.

A Politec realizou a perícia no local, recolheu o corpo para necropsia e apreendeu o veículo. Uma testemunha que acompanhava a vítima presenciou o acidente e não sofreu ferimentos. Imagens de câmeras de segurança da região devem contribuir para o avanço das investigações.

O caso continua sendo apurado, e o condutor deverá responder por homicídio culposo na direção de veículo sob efeito de álcool.

Nas redes sociais, amigos e familiares lamentaram profundamente a perda de Eva, destacando seu papel marcante na vida de todos ao seu redor. Em uma das homenagens, ela foi lembrada como uma pessoa querida, dedicada e presente, cuja ausência deixa uma dor irreparável. A mensagem também expressa indignação, ressaltando que a tragédia não foi mero acaso, mas consequência de um ato de irresponsabilidade.

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