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Projeto de R$ 22 bilhões prevê dutos de Sinop a São Paulo para transportar etanol

Um megaprojeto estimado em R$ 22 bilhões pretende criar uma nova rota para o transporte de combustíveis entre o Centro-Oeste e o Sudeste, com a construção de dois dutos ligando Sinop (MT) a Paulínia (SP).

Batizado de Projeto Pascal, o empreendimento é estruturado pela Inpasa e prevê aproximadamente 2,1 mil quilômetros de dutos, que serão instalados paralelamente e compartilharão uma faixa de passagem. A proposta já foi apresentada ao Ibama para o início do processo de licenciamento ambiental federal.

Um dos dutos será destinado ao transporte de etanol produzido no Centro-Oeste, com capacidade estimada de até 13,3 bilhões de litros por ano em direção a Paulínia. O projeto prevê ainda a possibilidade de conexão futura com o Porto de Santos.

No sentido contrário, o segundo duto poderá transportar até 6,6 bilhões de litros de derivados de petróleo por ano de Paulínia para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Traçado deve acompanhar BR-163

O planejamento prevê que os dutos acompanhem principalmente o corredor da BR-163 entre Sinop e Campo Grande (MS). A partir da capital sul-mato-grossense, a estrutura deverá seguir, em grande parte, pela faixa de servidão do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol) até Paulínia.

O projeto foi dividido em trechos que passam por diferentes municípios de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. O uso de corredores de infraestrutura já existentes é uma das estratégias previstas para a implantação da estrutura.

Menos caminhões nas rodovias

De acordo com as estimativas divulgadas pela empresa, o sistema poderá retirar das rodovias aproximadamente 225 mil viagens de caminhões por ano, reduzindo a dependência do transporte rodoviário para o escoamento do etanol produzido no Centro-Oeste.

A Inpasa também calcula uma redução potencial de cerca de 500 mil toneladas de emissões de carbono por ano quando os dutos estiverem operando em sua capacidade prevista.

A construção poderá demandar cerca de cinco anos, com geração média estimada de 4 mil empregos e até 8 mil trabalhadores nos períodos de maior movimentação, conforme as informações divulgadas sobre o projeto.

Apesar da dimensão do empreendimento, o Projeto Pascal ainda está em fase inicial. Antes do início das obras, será necessário concluir o licenciamento ambiental, incluindo os estudos exigidos pelos órgãos competentes, além de obter as demais autorizações necessárias.

O Ibama já identificou ao longo do traçado áreas que exigirão estudos específicos, como cursos d’água, zonas úmidas, vegetação nativa e áreas urbanizadas.

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