As pesquisas divulgadas ao longo de agosto desenharam um cenário de disputa acirrada pelo Governo de Mato Grosso, mas com vantagem para o senador Wellington Fagundes (PL). Três levantamentos realizados durante o mês colocaram o candidato à frente de Otaviano Pivetta (Republicanos) ou dentro da margem de erro, sem que o atual governador conseguisse abrir vantagem sobre o adversário.
Na pesquisa Percent Brasil, realizada entre os dias 7 e 10 de agosto, Wellington apareceu com 32% das intenções de voto, enquanto Pivetta registrou 21%. No levantamento da Real Time Big Data, feito de 7 a 11 de agosto, o senador marcou 34%, contra 26% do governador.
Já a pesquisa Quaest, realizada entre 21 e 24 de agosto, mostrou um cenário mais equilibrado: Wellington teve 27% e Pivetta, 23%, resultado considerado empate técnico dentro da margem de erro.
O desempenho do senador também chama atenção nos cenários de segundo turno. Na pesquisa Real Time Big Data, Wellington aparece com 45% contra 32% de Pivetta. Na Quaest, o placar é de 38% a 29% para o candidato do PL.
Os números foram registrados em um momento de intensa movimentação política no Estado. Pivetta busca a reeleição e, como governador, conta com ampla exposição e uma rede de apoios formada por prefeitos e lideranças políticas. Entre os nomes que declararam apoio recentemente estão os prefeitos Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Flávia Moretti, de Várzea Grande.
Mesmo com a estrutura política e institucional à disposição, Pivetta não conseguiu transformar os novos apoios em uma vantagem consolidada nos levantamentos realizados durante agosto.
Wellington, por sua vez, encerra o mês mantendo-se como um dos principais nomes da disputa e com desempenho competitivo nos diferentes cenários apresentados pelas pesquisas. Em dois levantamentos apareceu numericamente à frente e, no terceiro, a diferença ficou dentro da margem de erro.
O cenário, porém, ainda está longe de definir a eleição. A campanha segue em construção e uma parcela significativa do eleitorado ainda pode mudar de posição ou não ter escolhido candidato.
Com a chegada de setembro, a disputa entra em uma nova fase. A fotografia deixada pelas pesquisas de agosto mostra Wellington fortalecido na corrida pelo Governo e Pivetta ainda em busca de transformar sua estrutura política e os apoios conquistados em crescimento efetivo nas intenções de voto.


