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Mato Grosso projeta safra de soja acima de 51 milhões de toneladas na temporada 2025/26

Dados divulgados pelo Imea, em parceria com a Aprosoja MT e o Iagro MT, apontam que Mato Grosso deve alcançar uma produção de 51,56 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26.

O volume representa um crescimento de 1,31% em relação ao ciclo anterior e mantém o estado acima da marca de 50 milhões de toneladas pelo segundo ano consecutivo, consolidando sua posição como principal produtor nacional.

Para a construção do levantamento, equipes técnicas percorreram mais de 34 mil quilômetros e realizaram cerca de mil análises diretas em lavouras distribuídas pelo estado. O estudo também indica avanço na produtividade média, que passou de 60,45 para 66,03 sacas por hectare.

O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, destacou que a confiabilidade dos dados é essencial para orientar decisões no campo, além de contribuir para maior previsibilidade na formação de preços e no planejamento da cadeia produtiva.

Apesar do resultado expressivo, a safra foi marcada por variações climáticas ao longo do ciclo. Conforme explicou o analista Henrique Eggers, o excesso de chuvas durante o período de colheita em determinadas regiões afetou a qualidade dos grãos, aumentando o índice de avarias e reduzindo o peso final da produção — fator que impediu um novo recorde histórico de produtividade.

As diferenças também foram observadas entre as regiões do estado. O Norte apresentou melhor desempenho em peso de grãos, enquanto o Nordeste registrou rendimento inferior no número de grãos por planta em comparação à média estadual.

O cenário para as próximas safras, no entanto, exige cautela. O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, alertou que, apesar da expansão da área cultivada, que chegou a 13 milhões de hectares, os produtores enfrentam um ambiente de maior pressão sobre a rentabilidade.

Entre os fatores que impactam o setor estão a valorização do dólar no período de aquisição de insumos, a queda nos preços de comercialização e as incertezas no cenário internacional, especialmente diante de conflitos no Oriente Médio.

Segundo Gauer, a capacidade de adaptação do produtor foi determinante para os resultados desta safra. Ainda assim, ele observa uma desaceleração no ritmo de expansão da área plantada, reflexo direto do aumento dos custos de produção.

O levantamento reforça um cenário de produção robusta, porém acompanhado de desafios econômicos que devem influenciar as estratégias do setor nas próximas temporadas.

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