Equipes de uma concessionária de energia registraram uma mãe e um filhote de zogue-zogue-de-Mato-Grosso às margens do Rio Teles Pires, entre as áreas de influência das usinas hidrelétricas Usina Hidrelétrica Colíder e Usina Hidrelétrica Sinop.
A espécie, conhecida cientificamente como Plecturocebus grovesi, é endêmica de Mato Grosso e foi descrita oficialmente apenas em 2019. O nome “grovesi” é uma homenagem ao primatólogo britânico Colin Groves, reconhecido mundialmente por seu trabalho na identificação e classificação de primatas.
Registro contribui para conservação
Segundo a concessionária, o flagrante feito por profissionais da equipe de Meio Ambiente representa um marco importante para a conservação regional, além de ampliar o conhecimento científico sobre a biodiversidade amazônica.
Os dados utilizados na descrição da espécie também contaram com informações coletadas pelo Programa de Monitoramento de Primatas da Usina Hidrelétrica Teles Pires, realizado entre 2012 e 2017.
Primata vive nas copas das árvores
Adaptado à vida nas copas das árvores, o Plecturocebus grovesi possui grande habilidade para se deslocar entre galhos.
Entre suas principais características estão:
- Barba alaranjada característica
- Comportamento monogâmico
- Vocalização própria, formada por um conjunto de sons específicos que ajudam na identificação da espécie
Esses primatas vivem em grupos familiares e apresentam atividade predominantemente diurna, período em que realizam interações sociais e buscam alimento.
Importante para o equilíbrio da floresta
Com dieta baseada principalmente em frutas e folhas, a espécie desempenha um papel importante na natureza, contribuindo para a dispersão de sementes e regeneração natural da floresta, o que ajuda a manter o equilíbrio ecológico e a diversidade do ecossistema amazônico.
Espécie está criticamente ameaçada
Apesar de ter sido descrita recentemente, o Plecturocebus grovesi já é classificado como Criticamente Ameaçado (CR) pela União Internacional para a Conservação da Natureza.
A inclusão na Lista Vermelha da IUCN ocorre devido principalmente à distribuição geográfica restrita da espécie e à crescente pressão sobre os habitats da Amazônia, fatores que colocam o primata entre os mais ameaçados do planeta.



