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Falhas no 193 levam cidadão à Processar a Operadora OI em Sinop

A falha recorrente no telefone de emergência 193, utilizado pelo Corpo de Bombeiros em Sinop, passou a ser alvo de uma ação judicial que pode ganhar proporções coletivas. O caso foi levado à Justiça pelo advogado Pedro Henrique Contini Roveri, que decidiu agir como cidadão diante dos riscos provocados pela instabilidade do serviço.

Na petição, o advogado detalhou episódios recentes que evidenciam o problema, incluindo o incêndio no Restaurante Ditado Popular, quando populares não conseguiram contato telefônico e precisaram ir pessoalmente até o quartel dos bombeiros para pedir socorro. O documento também cita posicionamento da Secretaria de Estado de Segurança Pública, reconhecendo que a linha 193 apresenta falhas e funcionamento intermitente na cidade.

Mesmo ocupando o cargo de diretor da Defesa Civil de Sinop, Roveri ressaltou que ingressou com a ação como cidadão comum, destacando que qualquer morador pode ser diretamente afetado pela inoperância do serviço. No processo, ele solicitou que a operadora Oi S.A. restabelecesse o funcionamento do número emergencial em até 24 horas, sob pena de multa diária.

O caso foi analisado pelo juiz Cássio Luis Furim, que entendeu que a situação extrapola o âmbito individual, já que envolve um serviço essencial à coletividade. Por esse motivo, determinou o encaminhamento do processo ao Ministério Público, que poderá avaliar a abertura de uma Ação Civil Pública.

A situação também já havia gerado mobilização de entidades locais. No dia do incêndio, a CDL de Sinop encaminhou um ofício ao deputado estadual Diego Guimarães, solicitando providências quanto à falha no serviço de emergência.

O caso acende um alerta sobre a gravidade da interrupção de canais essenciais, uma vez que a dificuldade de acesso ao socorro pode resultar em consequências irreversíveis para a população.

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