A juíza Giovana Pasqual de Mello determinou a conversão em prisão preventiva de Rafael Pendloski Torres Galvão, de 20 anos, investigado pela morte de Raissa Pereira da Silva, de 24 anos. O crime ocorreu na última quinta-feira, no bairro Jardim Primaveras, em Sinop. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada no plantão judicial da comarca no sábado.
Segundo informações do processo, o suspeito foi capturado em flagrante por uma equipe da Força Tática da Polícia Militar. Registros de câmeras de segurança foram fundamentais para a investigação, pois mostraram a presença dele no local do crime e o veículo utilizado na fuga, facilitando sua identificação e localização pelas autoridades.
De acordo com os autos, Rafael foi encontrado no dia seguinte escondido em um imóvel. Durante a abordagem, ele indicou aos policiais onde havia escondido uma arma de fogo artesanal, calibre .22, que acabou sendo apreendida. Ainda conforme relatado, o suspeito confessou o crime, afirmando que tudo começou após uma discussão com a vítima, em um contexto de consumo de álcool e drogas, evoluindo para uma luta corporal que terminou com a morte da jovem.
Durante a audiência, o Ministério Público defendeu a conversão da prisão em flagrante para preventiva, enquanto a defesa solicitou a concessão de liberdade provisória com medidas cautelares. Ao analisar o caso, a magistrada considerou que a prisão ocorreu de forma legal e destacou a presença de indícios consistentes de autoria e materialidade.
A juíza também ressaltou a gravidade do crime, além das circunstâncias envolvendo a fuga e a tentativa de se esconder, fatores que indicam risco à ordem pública. Outro ponto relevante foi o histórico do investigado, que possui registros anteriores de atos infracionais — elemento que, segundo a decisão, reforça a possibilidade de reincidência.
Diante desse cenário, a Justiça concluiu que medidas alternativas não seriam suficientes, optando pela manutenção do suspeito em prisão preventiva. A magistrada ainda autorizou a realização de exame toxicológico, conforme solicitado pela defesa.
O caso agora segue para análise e tramitação na vara competente.



