Publicidade

Sinop intensifica alerta contra o Aedes aegypti e reforça medidas de prevenção

A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, voltou a alertar a população sobre a necessidade de reforçar o combate ao Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, chikungunya e zika. O mosquito se reproduz em água parada e tem ciclo de desenvolvimento rápido, o que facilita a disseminação das doenças.

Segundo o médico clínico geral da rede municipal, Alessandro Arantes, existem três pilares essenciais para conter o avanço do vetor. O primeiro é reduzir a circulação do vírus, impedindo que o mosquito se reproduza. Quanto menor o número de fêmeas infectadas, menores as chances de aumento nos casos.

A segunda medida é eliminar qualquer recipiente com água parada. Como o inseto possui alcance de voo limitado — em média de 150 a 200 metros — cuidar do próprio quintal também significa proteger vizinhos e toda a vizinhança.

A terceira frente é evitar a picada. O uso de repelentes, a instalação de telas em portas e janelas e a atenção redobrada com crianças e idosos, considerados mais vulneráveis, são atitudes fundamentais. Pessoas com histórico de alergia devem buscar orientação médica antes de escolher o produto mais adequado.

Maioria dos focos está dentro das residências

O coordenador do Centro de Combate às Endemias, Alef Souza Costa, explica que entre 70% e 80% dos criadouros estão em casas e estabelecimentos comerciais. Mesmo com coleta regular de lixo em todos os bairros, ainda são encontrados focos em resíduos acumulados dentro dos imóveis.

Calhas obstruídas, pratinhos de plantas, recipientes de água de animais, pneus, lonas e qualquer objeto capaz de reter água representam risco. A recomendação é manter os quintais limpos e higienizar frequentemente os recipientes de água dos pets, além de evitar o uso de pratos sob vasos.

A chikungunya também preocupa as autoridades de saúde, já que pode deixar sequelas prolongadas e, em situações mais graves, evoluir para óbito.

Pequenos volumes de água já são suficientes

O diretor de Vigilância em Saúde, Jorge Beviláqua, destaca que não é preciso grande quantidade de água para que o mosquito se desenvolva. Desde tampinhas de garrafa até reservatórios maiores podem se tornar criadouros — inclusive com água suja.

O ciclo do inseto também exige atenção: do ovo à fase adulta, o processo pode levar de quatro a dez dias. Já a fêmea adulta pode viver entre 30 e 45 dias — chegando a dois meses — e depositar até 450 ovos nesse período.

Diante desse cenário, a Secretaria reforça que o enfrentamento ao mosquito depende da colaboração coletiva. Enquanto o poder público mantém ações de limpeza em áreas públicas e bocas de lobo, a maioria dos focos ainda é identificada dentro das residências.

A orientação é clara: eliminar água parada, manter terrenos limpos, proteger portas e janelas com telas e usar repelente conforme recomendação profissional. A participação ativa de cada morador é decisiva para proteger famílias e reduzir a circulação das doenças no município.

Compartilhe esta postagem:

Facebook
WhatsApp

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade