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Após sobretaxa de 50% dos EUA, Lula tenta negociar com líderes de países aliados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve intensificar, nos próximos dias, contatos telefônicos com chefes de Estado e de governo para discutir alternativas diante da sobretaxa imposta pelos Estados Unidos. Desde 6 de agosto, produtos brasileiros enfrentam uma taxação adicional de 50% para entrar no mercado americano, decisão anunciada pelo presidente Donald Trump.

Para reduzir os prejuízos das empresas nacionais, o governo lançou um pacote emergencial com R$ 30 bilhões em crédito e busca ampliar a rede de parceiros comerciais. Nesse movimento, Lula pretende retomar conversas bilaterais, começando pelo presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, o único líder fundador do Brics com quem ainda não dialogou desde a retomada do bloco.

O presidente brasileiro já tratou do tema com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e com os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping.

A nova taxação foi comunicada em carta pública enviada por Trump a Lula, gesto que elevou a tensão diplomática. Segundo o governo, a estratégia agora é abrir novos mercados para exportação e, ao mesmo tempo, fortalecer o diálogo com parceiros estratégicos para reduzir a dependência do comércio com os EUA.

Trump tem endurecido o discurso contra países do Brics, acusando-os de adotar políticas “antiamericanas”. Tanto o Brasil quanto a Índia foram alvos da sobretaxa de 50%.

Nos bastidores, auxiliares de Lula avaliam que a negociação direta com Washington não avança porque o republicano estaria utilizando a medida como instrumento político, em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

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