A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres, ligada à Secretaria de Assistência Social, em conjunto com a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, avançou em mais uma etapa da mobilização “Amor Não Causa Dor”. Desta vez, a iniciativa levou materiais informativos a bares e restaurantes do município, com a fixação de adesivos em pontos considerados estratégicos, como os banheiros femininos.
A coordenadora da CPPM, professora Branca, e a presidente da Rede, Eliane dos Santos, participaram das visitas e conversaram com proprietários e funcionários sobre a necessidade de ampliar a divulgação dos canais de ajuda disponíveis às vítimas.
De acordo com Branca, a escolha dos locais onde os avisos são colocados busca permitir que a mulher tenha acesso às orientações de forma reservada. A proposta é que quem se sentir ameaçada ou sofrer qualquer tipo de abordagem indesejada encontre, ali mesmo, informações para pedir apoio. Ela também agradeceu a adesão dos empresários e lembrou que o trabalho ocorre em parceria com outras campanhas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero.
A mobilização pretende conscientizar a população e prevenir casos de agressão em suas mais variadas formas, deixando claro que violência não pode ser confundida com demonstração de afeto. Dados recentes colocam Mato Grosso entre os estados com números preocupantes de feminicídio, realidade que reforça a necessidade de ações permanentes de orientação.
Eliane destacou que a rede local reúne atualmente dezenas de instituições dos setores público, privado e organizações da sociedade civil. Segundo ela, o atendimento é articulado e contínuo. Entre as atividades desenvolvidas está também o chamado “assediômetro”, material distribuído em ambientes festivos para ajudar a identificar situações de importunação e indicar onde denunciar.
Ela reforça que o município dispõe de serviços preparados para acolher as vítimas. A meta é fazer com que mais mulheres se sintam seguras para procurar ajuda e romper o ciclo de violência.
A definição de bares e restaurantes como pontos de divulgação leva em conta o grande movimento de pessoas, principalmente à noite e nos fins de semana, o que amplia o alcance das mensagens. Nos adesivos constam telefones e orientações sobre como agir.
Empresários têm aderido à proposta. A comerciante Adriane Behling afirmou que mantém a parceria com o poder público e pretende continuar colaborando com a iniciativa nos próximos anos.
Com a ampliação da campanha, a prefeitura busca fortalecer a informação, a proteção e o acolhimento, incentivando uma cultura de respeito às mulheres em toda a cidade.



